Embalados ao contexto do jazz, três jovens se encontraram de repente, como num improviso, bem assim, à brasileira. Pablo Soares rufou, ritmou. Públio Bouzada preparou a cama, meio no contra, assim no baixo. William Magalhães não teve outra opção, dedilhou, harmonizou, improvisou. Inspirados no Brasil e sua multiplicidade, universais a partir de seu quintal, no ventre das Minas Gerais, entre as montanhas frias de estradas sombrias, o Trio Jazz à Brasileira faz releituras do samba, baião, choro, jazz, rock. Estreou na noite de lançamento do livro de Frederico Furtado, A Vida em Jazz, arrancando aplausos de uma casa lotada, em uma noite requintada, meio esfumaçada, toda jazz. Os três músicos, parceiros profissionais de longa data, estudaram na Bituca: Universidade de Música Brasileira, lecionam música, mantém diversos trabalhos musicais e ainda aproveitam a vida. O trio une temas consagrados do jazz e grandes compositores de música instrumental contemporânea, com composições inéditas e arranjos ousados, com a certa medida de peso e sutileza, sem perder o tom, batucado em caixa de fósforos, bem assim, de soslaio, bem jazz, à brasileira.